
Um pouco de história
Ainda muito jovem me interessei por desenho técnico e por biografias de grandes pensadores. Em minha cabeça adolescente, seria natural gostar de ambos pela facilidade que eu tinha com ciências da natureza e matemática. Entre a Física, a Arquitetura e a Engenharia acabei ficando, pelas circunstâncias à época, com a Engenharia e lá fui eu pra faculdade.
Sempre disposto a pesquisar sobre quase tudo, não percebi que a perspectiva e a curiosidade eram tão marcantes em mim. Isso explicava o interesse prematuro por biografias de filósofos.
Fiz o curso técnico em Edificações antes da faculdade. Íntegro e consistente nas opiniões e sempre muito analítico e justo nas decisões, acabei assumindo bem cedo alguns papeis de liderança, o que camuflou minha timidez e introspecção.
Para estudar, escrevia grandes resumos ilustrados e passava aos colegas. Acho que isso compensava um pouco do silêncio reflexivo para os colegas. Não cheguei a ser um nerd caricato, mas certamente quem era mais distante poderia me ver assim.
A biblioteca da faculdade nutria meu gosto por temas alheios à tecnologia e às ciências exatas. Ainda cursando Engenharia, cheguei a assistir um congresso de Filosofia e numa apresentação em outro evento, já formado, fui elogiado pela aplicação de conceitos de Semiótica (mesmo sem saber o que era, até então).
Com opiniões firmes e autênticas, não hesitei em abrir meu próprio escritório, em 1996, já com uso de recursos on-line, o que imediatamente me levou às pós-graduações em Gestão de Empresas e Projetos.
Apesar de alguns convites, só me aventurei a dar aulas na Academia Militar de MG, o ambiente mais disciplinado me agradava e considerava a formação de Bombeiros Militares uma missão nobre frente a sociedade. Mais tarde encarei uns 5 anos lecionando em MBAs de Projetos em Arquitetura.
Três anos na Diretoria de Projetos de uma Fundação ligada à Cultura me abriram novos pontos de vista, refinaram minha visão do mundo e das pessoas. Ali tomei consciência de fato de algumas habilidades e diferenciais. Meu primeiro livro foi sobre “Gestão de Projeto no Terceiro Setor”.
Uma passagem por empresa de classe mundial deu-me mias clareza das minhas abordagens sempre abrangentes sobre o desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia. Tive um desempenho reconhecido, o que me deu mais segurança. Lancei o livro “Redescobrindo o Processo do Projeto” em seguida.
Alguns anos mais tarde, ocupando um cargo de liderança numa empresa pública, interagi com a sociedade numa perspectiva mais direta e objetiva. Coroei ali um posicionamento profissional pensado anos antes: desenvolver organizações.
Já profissional master, assumi um período sabático com duas pós-graduações (Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva) e uma graduação (Filosofia, que infelizmente não cheguei a concluir). Período difícil, mas no qual meu pensamento se tornou mais amplo e nítido. Meu espírito asserenou-se no autoconhecimento e na formação humana. A convite da editora, participei do livro “Liderança com Base nas Soft Skills”, outro reconhecimento, mas agora fora da Engenharia e dos Projetos.
Minha produção literária inclui, ainda, coletâneas de texto publicadas a cada 5 anos. Já foram 3 nos últimos 15 anos. O volume aumenta a cada uma, bem como a densidade dos temas. Eventualmente, alguma pesquisa acaba virando um livro à parte entre as coletâneas. No total já foram mais de dez. E continuo produzindo.
Atualmente, após experiências profissionais em cargos de liderança, decidi me dedicar ao desenvolvimento de pessoas e organizações, apoiado sempre a Teoria Integral que estruturou minha perspectiva, na Gestão que sempre ocupou minhas preocupações profissionais, na Psicologia Positiva que estruturou minha veia humanista e no Desenvolvimento das Pessoas (Humano) que é onde quero colher os frutos.
Você pode perguntar sobre a Engenharia neste atual cenário. Ora, ela me deu a solidez metodológica, analítica e o ambiente complexo onde me estimulei e me desenvolvi. Eu não a abandonei, pelo contrário, me construí com ela.
