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Conhecimento e autoconhecimento, quem não quer?

October 2, 2019

Você já deve ter ouvido alguém falar que as pessoas precisam cada vez mais de conhecimento e, sobretudo, autoconhecimento. Se viu alguma das minhas últimas palestras, provavelmente ouviu isso de mim mesmo. De fato, precisamos nos desenvolver cada dia mais. Mas isso não significa que esse desenvolvimento deva ser um desafio estressante. Com certeza é um desafio, mas se você se ama, certamente gostará de se conhecer.

 

 

O que pouca gente talvez fale é que o conhecimento é objeto de estudo de uma área específica da filosofia: a Teoria do Conhecimento ou Epistemologia. Não convém, claro, fazer aqui um texto filosófico, mas uma lição simples da Epistemologia, traduzida em linguagem bem coloquial, é: existe um conhecimento descritivo e um conhecimento explicativo. Esse é um detalhe que pode fazer grande diferença para você. Vou explicar...

O conhecimento descritivo é aquele com o qual você pode dizer o que uma coisa é, já o conhecimento explicativo explica porque (ou como) as coisas são o que são. O autoconhecimento não é diferente. Uma coisa é conhecer o que você é, outra coisa é conhecer como ou porque você é o que é. Como nos desenvolvemos continuamente, entender esse processo de desenvolvimento é o que nos habilita a promover mudanças no que somos. É o conhecimento explicativo que nos permite traçar bons planos para o futuro.

 

Quer um exemplo? Digamos que você sabe que possui muitas características de coragem, mas poucas de temperança (isso descreve o que você é e pode ser levantado em testes e reflexões). Você consegue perceber que essa combinação pode lhe colocar em apuros? Mas, digamos que seja o contrário, muito de temperança e pouquíssimo de coragem. Provavelmente você não sairia do lugar neste caso. A questão é: como desenvolver caraterísticas de coragem ou de temperança? Essa analise vale para uma infinidade de características que temos, não apenas coragem e temperança. Perceba que não se trata de descrever o que se é, mas de conhecer como fazer para ser diferente. E não é uma concorrência de duas variáveis, porque somos uma combinação de diversas delas.

 

Um detalhe é crítico: se as pessoas são diferentes, não faz sentido que devam se valer da mesma “receita de bolo” para mudar. Ou ainda, se o caminho que fez você se tornar o que é foi diferente de todo mundo, por que o que promoveria a transformação seria igual aos dos demais? Você precisa de um plano específico para você, personalizado. O autoconhecimento verdadeiro vai além do conhecimento descritivo, ele lhe ajuda a compreender os processos sobre os quais você toma decisões.

 

É claro que não estou propondo que todos se tornem psicólogos, coaches, etc. O que quero dizer é que você não deve se contentar com a descrição. Sua autonomia será conquistada com um pouco mais de (auto)conhecimento explicativo. Apenas o suficiente para que você saiba tomar boas decisões e identificar os desafios para os quais você precisará de ajuda ou não.

 

Quero lhe contar mais duas coisas, uma de ordem prática e outra importantíssima.

Primeiro: é bom contar com alguém para lhe ajudar a aprender sobre você mesmo. Isso dá mais rapidez e facilidade ao processo. Além de ser mais difícil olhar para dentro, um outro ponto de vista pode revelar coisas não visíveis para nós. Se você sabe que tem um problema, procure um psicólogo. Mas, se seu foco é desenvolvimento profissional, você pode contar com um coach ou um bom mentor para lhe orientar no seu desenvolvimento.

 

Segundo: autoconhecimento é libertador. Esse ponto renderia um texto exclusivo, qualquer hora farei isso. Mas é fundamental que você entenda que enquanto você não souber o que você é na sua essência, a tendência de que você siga caminhos padronizados é enorme. Eu gosto de dizer que o último estágio da felicidade é ser plenamente o que você é na essência, mas o primeiro é saber quem é você.

 

No fundo não queremos autoconhecimento para nos conhecermos. A questão é que instintivamente sabemos que é através dele que podemos ser felizes. E felicidade, esta sim, nós queremos ardorosamente.

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