GP na implantação de empreendimentos, 14 áreas nos 5 grupos, simples assim

May 23, 2019

Implantar empreendimentos é um desafio considerável. Conduzir esta implantação de forma planejada e controlada é um desafio ainda maior.

 

 

Gerenciar a implantação de Empreendimentos é Gerenciar Projetos, entendendo o termo no sentido amplo adotado pelo Project Management Institute - PMI: “projeto é um esforço temporário empreendido para entregar um resultado exclusivo”. (Project, nesse sentido, seria até melhor traduzido como empreendimento). Dificilmente uma intervenção a ser realizada num edifício não se encaixa na definição. A manutenção predial pode ser também gerida por projetos (de pequeno porte, mas condizentes com a definição).

 

Além das dez áreas de conhecimento tradicionais no Gerenciamento de Projetos, na construção civil deve-se também focar as quatro áreas adicionais específicas para esse ambiente/contexto. Assim, o trabalho, na sua totalidade, compreende, a rigor, a gestão de 14 (quatorze) temas fundamentais. Isso também está nas boas práticas do PMI com seu complemento ao PMBOK específico para construção civil.

 

Gestão do Escopo foca a definição e controle de todo o trabalho necessário aos melhores resultados na implantação ou intervenção e a Gestão do Tempo (Cronogramas) programa este trabalho ao longo do ciclo de vida do empreendimento. Aqui se enquadram tanto os trabalhos de projeto do produto, quanto os trabalhos de suprimentos e de produção propriamente dito, não se limitando a estes apenas, obviamente.

 

Gestão dos Custos planeja e controla a movimentação econômica e financeira de recursos aplicados diretamente no empreendimento. A Gestão das Finanças monitora a relação dos custos do empreendimento com as finanças da organização a fim de que o empreendimento permaneça agregando valor ao negócio do proprietário sem gerar impactos negativos na sua saúde financeira.

 

Gestão da Qualidade visa garantir as características dos resultados que permitam as melhores condições de operação e atendimento aos requisitos das diversas partes interessadas. É exercida tanto com foco no produto quanto no processo de implantação.

 

Gestão de Recursos (humanos e físicos) desenvolve e agrega equipes na busca de desempenho adequado e equaciona as disponibilidades de materiais e equipamentos necessários aos trabalhos de implantação. As relações externas do empreendimento, cujos canais de comunicação passam pela equipe de implantação, são monitoradas e conduzidas pela Gestão das Partes Interessadas.

 

Gestão das Comunicações garante a coesão e a sinergia entre os envolvidos fluindo as informações necessárias às tomadas das melhores decisões e atendimento aos interesses diversos, bem como precavendo a desinformação e conflitos gerados por diferentes interpretações dos dados, fatos e documentos. É crítica e estratégica.

 

Gestão dos Riscos monitora os aspectos diversos do cenário futuro a fim de evitar que problemas impactem o empreendimento e, inclusive, aproveitar oportunidades no andamento dos trabalhos. A Gestão de Pleitos monitora as relações e condições contratuais com fornecedores e parceiros antes que se tornem entraves para o empreendimento ou o negócio.

 

Materiais, equipamentos e sistemas representam parcela extremamente significativa dos custos. Somados aos serviços (incluindo os de gestão) atinge-se cem por cento do empreendimento. Assim, a boa Gestão das Aquisições é crítica para o sucesso do empreendimento, com importantes impactos nos quesitos de prazos e custos.

 

A Gestão da Segurança e a Gestão do Meio Ambiente do empreendimento condicionam os trabalhos, sobretudo no atendimento às normas aplicáveis e no respeito à vida humana e ao ambiente, físico e social, afetado pelo empreendimento. Devem ser preocupações constantes.

 

Por fim, é preciso que todo esse trabalho ocorra de forma harmonizada e integrada. Para isso atua a Gestão da Integração do empreendimento, comumente através de uma metodologia que permita níveis de eficiência nas ações e eficácia nos resultados, condizentes com as restrições impostas pelo contexto do empreendimento. As empresas sempre buscam implantar a melhor metodologia, mas, apesar dos esforços, sabe-se que a maior parte dos empreendimentos dificilmente chega ao fim cumprindo metas de prazo e custo dentro de parâmetros satisfatórios. Logo, encontrar a melhor forma de implantar empreendimentos é um desafio contínuo e permanente e, como cada empreendimento é único, é bem provável que não exista uma metodologia com 100% de desempenho, o que não impede que se busque a melhoria a cada novo esforço de implantação.

 

Agregue-se às áreas de conhecimento a distribuição das ações em cinco grandes grupos de processos igualmente importantes para o sucesso em cada iniciativa. Os processos de iniciação garantem que projetos estejam condizentes com os planos da instituição, seus requisitos estejam alinhados com os objetivos institucionais e que as informações e articulações necessárias ao seu bom início estejam devidamente preparadas. No grupo de planejamento, os processos favorecem a previsibilidade e combate preventivo aos problemas, bem como o detalhamento das melhores estratégicas de implantação. Passa-se aos processos de execução que são acompanhados dos processos de monitoramento e controle. Nesses dois grupos são focadas a liderança da equipe executora e as garantias de que os resultados atenderão aos requisitos iniciais. Finalmente, o grupo de processos de encerramento cuida para que não haja pendências na conclusão do trabalho. Os processos destes cinco grupos ocorrem de forma sistêmica ao longo de todo o trabalho, já que as ações necessárias à cada objetivo normalmente cobrem todo o ciclo de vida da implantação do empreendimento.