GP na implantação de empreendimentos, 14 áreas nos 5 grupos, simples assim

Implantar empreendimentos é um desafio considerável. Conduzir esta implantação de forma planejada e controlada é um desafio ainda maior.

Gerenciar a implantação de Empreendimentos é Gerenciar Projetos, entendendo o termo no sentido amplo adotado pelo Project Management Institute - PMI: “projeto é um esforço temporário empreendido para entregar um resultado exclusivo”. (Project, nesse sentido, seria até melhor traduzido como empreendimento). Dificilmente uma intervenção a ser realizada num edifício não se encaixa na definição. A manutenção predial pode ser também gerida por projetos (de pequeno porte, mas condizentes com a definição).

Além das dez áreas de conhecimento tradicionais no Gerenciamento de Projetos, na construção civil deve-se também focar as quatro áreas adicionais específicas para esse ambiente/contexto. Assim, o trabalho, na sua totalidade, compreende, a rigor, a gestão de 14 (quatorze) temas fundamentais. Isso também está nas boas práticas do PMI com seu complemento ao PMBOK específico para construção civil.

A Gestão do Escopo foca a definição e controle de todo o trabalho necessário aos melhores resultados na implantação ou intervenção e a Gestão do Tempo (Cronogramas) programa este trabalho ao longo do ciclo de vida do empreendimento. Aqui se enquadram tanto os trabalhos de projeto do produto, quanto os trabalhos de suprimentos e de produção propriamente dito, não se limitando a estes apenas, obviamente.

A Gestão dos Custos planeja e controla a movimentação econômica e financeira de recursos aplicados diretamente no empreendimento. A Gestão das Finanças monitora a relação dos custos do empreendimento com as finanças da organização a fim de que o empreendimento permaneça agregando valor ao negócio do proprietário sem gerar impactos negativos na sua saúde financeira.

A Gestão da Qualidade visa garantir as características dos resultados que permitam as melhores condições de operação e atendimento aos requisitos das diversas partes interessadas. É exercida tanto com foco no produto quanto no processo de implantação.

A Gestão de Recursos (humanos e físicos) desenvolve e agrega equipes na busca de desempenho adequado e equaciona as disponibilidades de materiais e equipamentos necessários aos trabalhos de implantação. As relações externas do empreendimento, cujos canais de comunicação passam pela equipe de implantação, são monitoradas e conduzidas pela Gestão das Partes Interessadas.

A Gestão das Comunicações garante a coesão e a sinergia entre os envolvidos fluindo as informações necessárias às tomadas das melhores decisões e atendimento aos interesses diversos, bem como precavendo a desinformação e conflitos gerados por diferentes interpretações dos dados, fatos e documentos. É crítica e estratégica.

A Gestão dos Riscos monitora os aspectos diversos do cenário futuro a fim de evitar que problemas impactem o empreendimento e, inclusive, aproveitar oportunidades no andamento dos trabalhos. A Gestão de Pleitos monitora as relações e condições contratuais com fornecedores e parceiros antes que se tornem entraves para o empreendimento ou o negócio.

Materiais, equipamentos e sistemas representam parcela extremamente significativa dos custos. Somados aos serviços (incluindo os de gestão) atinge-se cem por cento do empreendimento. Assim, a boa Gestão das Aquisições é crítica para o sucesso do empreendimento, com importantes impactos nos quesitos de prazos e custos.

A Gestão da Segurança e a Gestão do Meio Ambiente do empreendimento condicionam os trabalhos, sobretudo no atendimento às normas aplicáveis e no respeito à vida humana e ao ambiente, físico e social, afetado pelo empreendimento. Devem ser preocupações constantes.

Por fim, é preciso que todo esse trabalho ocorra de forma harmonizada e integrada. Para isso atua a Gestão da Integração do empreendimento, comumente através de uma metodologia que permita níveis de eficiência nas ações e eficácia nos resultados, condizentes com as restrições impostas pelo contexto do empreendimento. As empresas sempre buscam implantar a melhor metodologia, mas, apesar dos esforços, sabe-se que a maior parte dos empreendimentos dificilmente chega ao fim cumprindo metas de prazo e custo dentro de parâmetros satisfatórios. Logo, encontrar a melhor forma de implantar empreendimentos é um desafio contínuo e permanente e, como cada empreendimento é único, é bem provável que não exista uma metodologia com 100% de desempenho, o que não impede que se busque a melhoria a cada novo esforço de implantação.

Agregue-se às áreas de conhecimento a distribuição das ações em cinco grandes grupos de processos igualmente importantes para o sucesso em cada iniciativa. Os processos de iniciação garantem que projetos estejam condizentes com os planos da instituição, seus requisitos estejam alinhados com os objetivos institucionais e que as informações e articulações necessárias ao seu bom início estejam devidamente preparadas. No grupo de planejamento, os processos favorecem a previsibilidade e combate preventivo aos problemas, bem como o detalhamento das melhores estratégicas de implantação. Passa-se aos processos de execução que são acompanhados dos processos de monitoramento e controle. Nesses dois grupos são focadas a liderança da equipe executora e as garantias de que os resultados atenderão aos requisitos iniciais. Finalmente, o grupo de processos de encerramento cuida para que não haja pendências na conclusão do trabalho. Os processos destes cinco grupos ocorrem de forma sistêmica ao longo de todo o trabalho, já que as ações necessárias à cada objetivo normalmente cobrem todo o ciclo de vida da implantação do empreendimento.

Featured Posts
Recent Posts
Archive
Search By Tags
Follow Us
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
© Copyright  2018 por Renê Ruggeri Engenharia e Consultoria Ltda. Desenvolvido por Navii Inteligência Digital