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Enquanto isso, na sala da injustiça...

Hoje, confabulando com meu parceiro Kaito Ruggeri, refletimos sobre as relações da ficção com a vida real. Como grande fã das estórias em quadrinhos, ele usou algumas delas para criar boas reflexões. Segue aí um pouco do que conversamos...




Quem não gostaria de ser um super-herói? Ter uma ou mais capacidades sobre humanas e chances de resolver conflitos e problemas da sociedade. O super-heróis são a personificação desse nosso desejo.


Mas, que problemas e conflitos desejamos que sejam resolvidos?

Se os heróis representam nossos desejos de resolução, os vilões certamente personificam os próprios problemas e conflitos.


O Coringa, por exemplo, representa vários problemas sociais fundamentados nos comportamentos individuais. Ele nasce por causa do preconceito sofrido e se nutre pela inveja que tem da admiração que o Batman possui da sociedade. Representa, portanto, sentimentos típicos e problemáticos das pessoas como o preconceito, a inveja e a obsessão.


Já o Lex Luthor é um ativista social maligno que se vale do poder econômico abusivo para tentar manipular a sociedade. Ele tenta a qualquer custo denegrir a imagem do Superman, que representa os valores humanos. Não é à toa que o Superman é um alienígena, pois não representa um modelo de indivíduo, como o Batman, mas um modelo de humanidade.


A Hidra, por outra lado, a organização vilã do Capitão América, representa a ditadura e o nazismo, questões político-sociais de grande abrangência e impacto. O próprio Capitão América é representante não de um indivíduo, mas de uma nação e seu modo de vida.


Veja que gradativamente, em cada estória, está representado um nível de questão ou problema social. No Coringa X Batman, temos uma relação indivíduo X indivíduo. Em Lex Luthor X Superman, indivíduo X sociedade. E, por fim, em Hidra X Capitão América, um conflito entre grupos sociais. Mas, todos eles, questões importantes e difíceis de serem enfrentadas.


Como, em princípio, os problemas não podem ser eliminados porque dependem de uma capacidade que não temos, então os heróis sempre vão existir, por representarem nosso desejo de resolver estes problemas.


Os heróis da ficção são reais, mas não por representarem pessoas e sim por personificarem nosso desejo de sanar as dificuldades de enfrentarmos os problemas humanos e sociais.


Por esta ótica, cremos que a humanidade é essencialmente boa, porém não é madura o suficiente para resolver seus problemas.

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